Descrição
Ainda no século 18, o povo Juma tinha aproximadamente entre 12 e 15 mil pessoas. Ao longo dos séculos foram vítimas da colonização portuguesa e da presença de seringueiros e garimpeiros responsáveis por seguidos massacres que dizimaram sua população. O último episódio de massacre foi no de 1964, no rio Assuã, na bacia do rio Purus, e foi cometido por comerciantes interessados na sorva e na castanha presentes no território Juma. Na ocasião foram assassinadas mais de 60 pessoas, sendo sete o número de sobreviventes.
Um casal de norte-americanos do Summer Institute of Linguistics (SIL) teve contato com os Juma em 1965, um ano após o massacre do povo indígena do qual sobreviveu Amoim Aruká. Nos anos 1980, a FUNAI registrou contato com o povo Juma e, em 1998, os indígenas remanescentes foram realocados pela Funai para a aldeia Jamari do povo Uru-Eu-Wau-Wau. A homologação do território foi decretada em 2004, mas o retorno para a Terra Indígena original ocorreu somente em 2013. Mesmo diante da possibilidade de extinção, os sobreviventes testemunharam o repovoamento nos anos 2000, uma vez que os Juma foram se casando com indígenas Uru-Eu-Wau-Wau, que também se comunicam com a língua Kagwahiva.
Aruká Juma era o último homem da etnia, mas faleceu de covid em 2021, deixando as filhas Borea, Maytá e Mandei como as únicas sobreviventes do povo.